Colapso hídrico já
castiga as sedes dos Municípios Irauçuba, Itapagé, Milhã, Pacoti,
Quiterianópolis e Salitre e mais os distritos de Cruzeta (em Pedra
Branca) e Sucesso (em Tamboril). Com isso, até mesmo o funcionamento de
serviços essenciais públicos está comprometido pois não há nenhuma outra
fonte de abastecimento para essas localidades.
A falta d'água,
generalizada, é uma conseqüência da seca e das baixas recargas dos
reservatórios nas proximidades dos Municípios nos anos de 2010 e 2012.
Além dos açudes, também, estão secos os poços profundos e cacimbas,
excluindo assim todas as alternativas de fornecimento.
O Assistente da
Diretoria de Operações da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos -
COGERH, Gianni Lima, informou que esse quadro decorre dos efeitos da
mais grave seca que atingiu o Estado nos últimos 30 anos. "A seca é a
principal causa do desabastecimento da baixa reserva hídrica. Também
pode-se somar eventuais obras estruturantes que ainda não foram
concluídas", disse Gianni.
O quadro de sofrimento
que atinge o Interior poderá ser ainda mais drástico. Caso não haja
chuvas consideráveis nos meses de Dezembro e Janeiro, outras cidades que
poderão reconhecer o colapso parcial ou total são Beberibe, Fortim,
Itatira, Pacujá e Palmácia.
Já para o próximo ano,
situação parecida poderá acontecer em Municípios de médio porte, caso
haja uma quadra chuvosa abaixo da média histórica. Isso atingiria,
dentre outras, as cidades de Tauá, Crateús e Quixelô. Também, poderá
envolver a localidade de Acopiara, caso não sejam concluídas a tempo as
obras da adutora que trará as águas do açude Trussu, em Iguatu.
Para Gianni, a seca
tende a agravar os seus efeitos, uma vez que algumas cidades, também,
poderão sofrer, radicalmente, com a falta d'água, tendo como condição as
chuvas que possam cair nos próximos dois meses, o que não é provável. "Mesmo
o Ceará contando com poços e grandes açudes que não haviam no passado, a
seca é forte neste ano, uma vez que poços e reservatórios estão secos e
atingiu, principalmente, comunidades isoladas", disse.
O primeiro momento da
Operação Carro-Pipa foi atender as comunidades rurais, o que vem sendo
feito pelo Exército, através da 10ª Região Militar. No entanto, a crise
foi-se agravando e hoje atinge as sedes, o que obrigou uma intervenção
do Corpo de Bombeiros Militar.
O serviço vem sendo
coordenado pela Defesa Civil do Estado, por meio da empresa Constran,
vencedora de contrato por meio de licitação, com atuação já em 78 sedes.
Mesmo assim,
algumas cidades ainda se ressentem da falta d'água por carro-pipa.
Osvaldo Frutado, da Constran, disse que o serviço não atende a demanda,
também, porque há dificuldades estruturantes, o que impede a mobilidade
dos veículos. Ele lembrou que há casos de comunidades que não contam
sequer com tambores para o armazenamento. "Minha vontade é distribuir todo o produto, mas não tem sido possível", afirmou.
Há também queixas de que
Prefeitos que perderam as eleições não estariam dando apoio necessário à
Operação. Por parte dos proprietários de caminhões-pipas, a reclamação é
com relação ao não pagamento pelos serviços prestados. Isso estariam
ocorrendo em Amontada, Poranga, Acarape, Redenção, Mulungu, Pacoti e
Baixio.
O Coordenador Estadual
da Defesa Civil, Coronel Sílvio Gilberto, explicou que há trâmites
legais que impedem a pronta liberação do dinheiro. No entanto, lembrou
que a burocracia não tem sido impedimento para se realizar o trabalho
emergencial, contando-se até com a compreensão dos proprietários dos
veículos. Coronel Tavares disse que as causas que preponderam no
desabastecimento ainda são a queda nos níveis de reservas dos açudes e a
precária infraestrutura dos equipamentos, como as estradas vicinais e
até mesmo pela existência de cisternas e tubulações antigas.
A 10ª Região Militar
informou que já são 94 os Municípios cearenses inscritos no Programa
Emergencial de Distribuição de Água - Operação Pipa, com uma população
atendida de 729.236 pessoas e 692 carros-pipas.
Em 2012, devido à
estiagem prolongada, houve aumento do número de Municípios atendidos e,
dentro de cada Município, aumento do número de comunidades. Em Junho
último, a população abastecida, no Ceará, correspondia a 504.052 em 80
Municípios. O trabalho executado pelo Exército na Operação Carro-Pipa
consiste em garantir que seja entregue água potável (para beber e
cozinhar) à população atendida. Durante este período de seca, alguns
pontos de abastecimento (locais de captação de água) tornaram-se
impróprios para o consumo humano, o que, geralmente, exigiu aumento nas
distâncias de transporte da água até a comunidade.
Maiores Informações:
COGERH: (85)3218.7661.
FUNCEME: (85)3101.1117.
SDA: (85)3101.8105.
Defesa Civil do Estado: 199.
CIOPS: 193.
FUNCEME: (85)3101.1117.
SDA: (85)3101.8105.
Defesa Civil do Estado: 199.
CIOPS: 193.

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